segunda-feira, 7 de maio de 2012

QUESTÃO INDÍGENA





Diálogo entre Valdemir Mota de Menezes e José Olímpio de Oliveira sobre a questão indígena no fórum do Curso de Licenciatura em História da Unimes Virtual


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Parabéns Olímpio,
Gostei da explanação que você deu sobre os links da internet e a maneira como podemos fazer destes canais, ferramentas para incrementar a educação com respeito aos povos indígenas. Os três sites que vocês escolheu são mesmos focados para a questão indígena.



Sobre os índios a minha posição pessoal é que devemos dar as garantias para que as suas tradições e culturas sejam respeitadas e que seus direitos a terra e a liberdade não sejam violadas. Contudo, acho que os índios tem o direito a se relacionarem com outras culturas, com outras religiões, direito a acesso a internet e a tecnologia. Índio não necessita ser isolados em reservas ambientais como animais ameaçados em extinção. Razões como esta me levam a não concordar plenamente com as políticas indígenas. Os índios devem ter acesso total tratamento médico e a remédios entre outras prioridades, afinal, o Estado brasileiro tem uma dívida histórica para com os negros e índios.





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CAROS COLEGAS
O 1º link a ser trabalhado foi o Museu do Índio que esta disponível no site http:/www.museudoindio.gov.br/informativo.
O Museu do Índio é uma instituição governamental que se coloca a serviço da sociedade a partir de uma proposta de trabalho baseada na parceria com os povos indígenas, com objetivo de manter a preservação das suas tradições e o respeito a sua diversidade étnica.
O museu alem das suas atividades tem como objetivo trabalhar com professores e alunos do Ensino Fundamental e Médio e com a comunidade oferecendo cursos. Com esse site o professor pode desenvolver as ações de um projeto utilizando como referencial metodológico a pesquisa e outras abordagens participativas.
1º- Como implantação desse projeto o professor pode elaborar textos didáticos sobre a história do índio brasileiro;
2º- Se for possível apresentar vídeos para os alunos na qual mostram as técnicas utilizadas pelos índios principalmente na oficina de argila;
3º- A exposição de revistas em quadrinhos sobre os índios que habitavam nosso país;
4º- Abordar em sala aula sobre as questões indígenas e do seu patrimônio cultural.
Assim, é importante que o professor mostre aos alunos que o patrimônio cultural do índio vem sendo dilapidado, e que o aluno perceba a importância do mesmo.
O 2ª link a ser trabalhado será a FUNAI que esta disponível no site www.funai.com.br e www.funai.gov.br/indio/fr
A FUNAI foi criada com o objetivo de promover a educação básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles tradicionalmente ocupadas e estimular o desenvolvimento de estudos e levantamento sobre os grupos indígenas.
Com esses sites pode o professor abordar com os alunos do 2º ano do Estudo Médio sob a educação dos indígenas e papel da FUNAI com relação à proteção dos povos indígenas.
1º- O aluno poderá conhecer nesta aula a cultura indígena e sua influencia na cultura brasileira. Como vivem as comunidades indígenas atualmente e seus projetos.
2º- O apoio que a FUNAI da ao povo indígena com relação as sala de aulas, cujos números revelam que a inclusão das escolas indígenas no sistema de ensino ainda é precária.
3º- Os alunos deveram ter conhecimento como são feitas as demarcações de terras dos índios na Constituição de 1988.
4º- Mostrar na internet algum site da FUNAI que relata sobre o envolvimento dos bandeirantes e jesuítas na imposição da cultura européia ao povo nativo do Brasil na época da colônia.
5º- A violência contra as crianças e adolescentes indígenas.
3º- link analisa IEPÉ- Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena que se encontra no site www.institutoiepe.org.br
Esse site tem como objetivo em contribuir para o fortalecimento cultural e político e para o desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas que vivem no Amapá e norte do Pará, para que essas comunidades indígenas possam enfrentar as dificuldades de forma articulada os desafios que se colocam nos dias atuais nos interesses dos povos indígenas.
Ao levarmos esse assunto em sala de aula devemos orientar nossos alunos qual a finalidade desta ONG.
1º Abordar com os alunos a difusão cultural desses indígenas;
2º Qual a proposta curricular que esta sendo construída por esta ONG para fortalecer a cultura indígena nas escolas;
3º Incentivar os alunos a pesquisar sobre os materiais didáticos produzidos para as escolas indígenas;
4º Mostrar pela internet o perfil de professores a alunos em algumas escolas desta ONG;
5º A coleta de informações a respeito das condições da escola indígena.
Assim, a Constituição Federal que está em vigor hoje no Brasil feita em 1988, não mais entende que os índios são incapazes. Ainda existem leis e direitos especiais para os índios, mas não é porque eles são considerados inferiores, mas sim porque possuem outros modos de pensar, viver e trabalhar diferentes dos não-indios.
Abraços – José Olimpio.







Valdemir

POLÍTICAS INDÍGENAS

TEXTO DO ESCRIBA VALDEMIR MOTA DE MENEZES AO SEU AMIGO OLÍMPIO, NO FÓRUM DA UNIVERSIDADE, QUANDO FAZIA O CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA.






Parabéns Olímpio,



Gostei da explanação que você deu sobre os links da internet e a maneira como podemos fazer destes canais, ferramentas para incrementar a educação com respeito aos povos indígenas. Os três sites que vocês escolheu são mesmos focados para a questão indígena.



Sobre os índios a minha posição pessoal é que devemos dar as garantias para que as suas tradições e culturas sejam respeitadas e que seus direitos a terra e a liberdade não sejam violadas. Contudo, acho que os índios tem o direito a se relacionarem com outras culturas, com outras religiões, direito a acesso a internet. Índio não necessita ser isolados em reservas ambientais como animais ameaçados em extinção. Razões como esta me levam a não concordar plenamente com as políticas indígenas.

IMIGRAÇÃO NO BRASIL

O Escriba Valdemir Mota de Menezes deu aula sobre Imigração no Brasil, usando este texto da Wikipédia como referência.

9 ANO (7 AULA) IMIGRAÇÃO NO BRASIL

Imigração no Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Monumento Nacional ao Imigrante, em Caxias do Sul.
Um navio abarrotado de imigrantes italianos partindo para o Brasil.
A imigração no Brasil deixou fortes marcas na demografia, cultura e economia do país.

Em linhas gerais, considera-se que as pessoas que entraram no Brasil até 1822, ano da independência, foram colonizadores. A partir de então, as que entraram na nação independente foram imigrantes.

Antes de 1870, dificilmente o número de imigrantes excedia a duas ou três mil pessoas por ano. A imigração cresceu primeiro pressionada pelo fim do tráfico internacional de escravos para o Brasil, depois pela expansão da economia, principalmente no período das grandes plantações de café no estado de São Paulo.

Contando de 1872 (ano do primeiro censo) até o ano 2000, chegaram cerca de 6 milhões de imigrantes ao Brasil.

Desse modo, os movimentos imigratórios no Brasil podem ser divididos em seis etapas:

Ocupação inicial feita por povos nômades de origem asiática que povoaram o Continente Americano entre 10 e 12 mil anos, conhecidos como índios;[1]
Colonização, entre 1500 e 1822, feita praticamente só por portugueses e escravos provenientes da África sub-saariana;
Imigração de povoamento no Sul do Brasil, iniciada, em 1824, por imigrantes alemães e que continuou, depois de 1875, com imigrantes italianos;
Imigração como fonte de mão-de-obra para as fazendas de café na região de São Paulo, entre o final do século XIX e início do século XX, com um largo predomínio de italianos, portugueses, espanhóis e japoneses;
Imigração para os centros urbanos em crescimento com italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e sírio-libaneses, além de várias outras nacionalidades;
Imigração mais recente, reduzida e de pouco impacto demográfico, iniciada na década de 1970.

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Após a abolição, em apenas dez anos (de 1890 a 1900) entraram no Brasil mais de 1,4 milhão de imigrantes, o dobro do número de entradas nos oitenta anos anteriores (1808-1888).

FONTE: http://www.brasilescola.com/brasil/imigracao-no-brasil.htm

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NO site abaixo apresento uma Lista de imigrantes que chegaram em Santos em 16/02/1895

http://www.imigrantesitalianos.com.br/NAVIO_AMERICA_RELACAO_DE_PASSAGEIROS.html




Vapor Italiano
"America"
Vapore (Piroscafo) America "
Procedência Italia
Desembarque em Santos 16/02/1895
Notação BS.RPV.Ent. 000050,no Arquivo Nacional
nº de folhas 20
folhas em branco(1v,2v,9v, 10v,19v)
Transcrito por Maria Izabel Bacci

"In memoriam di tutti miei antenati italiani e
degli passeggieri dello Piroscafo America...."
A listagem foi transcrita na ordem em que os nomes aparecem no documento ,portanto não estão em ordem alfabética. Tendo sido adquirida a cópia do documento original manuscrito,alguns nomes estão quase ilegíveis ou borrados e,por mim, foram assinalados (? ...)
(*)Família cujo registro foi encontrado também em pesquisa no Memorial do Imigrante de São Paulo.
Na "Hospedaria de Immigrantes" os imigrantes italianos foram registrados em 20/02/1895 ,os austríacos em 21/02/1895 ,alguns nomes foram registrados de maneira diferente e até mesmo "abrasileirados".Infelizmente,
dadas as inúmeras variações pelas quais os sobrenomes foram traduzidos,não é possível pesquisar a todos.
Leia-se:(CH)-chefe (F )filho ou filha (M) esposa
(Fl 1) Elenco degli Emigranti Austriaci che sbarcano a Santos - 16/02/1895 - famiglie 62 - (Teste 293)
(Fl 2) Italiani-Elenco degli emigranti diretti a Santos - famiglie 74 - (Teste 309)






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LISTA DOS IMIGRANTES
QUE DESEMBARCARAM NO PORTO DE SANTOS
EM 16/02/1895

Imigrantes Austríacos
(agricultori)
(Fl. 3)
Swçs Carlo 20/Paolo 18/Caterina 19/Nicolò 9/Gregorio 36/
Piorun Giuseppe 28/Francesco 20/Paolina 18/
Wisxniowshi Wawrik 32/Maria 24/Giovanni 4/Michele 1 e 1/2/
Oraez(?) Gregorio 37/Pelagia 32/Anna 5/Sofia 2/Nicolò 1mes/Anna 58/
Michajlow Simone 31/Tecla(?) 26/
Dynis Giovanni 42/Francesca 32/Giuseppe 10/ Maria 6 e 1/2/
Czuczmann(Lzuczmann?) Wasyl 5/Eva 36/Demko(?) 9/Hazrylow(?) 6/Giovanni 2/Rosalia 60/ Giovanni 33/
Panas Giovanni 39/
Pelagia 38 /Hrynko(?) 14/ Pstrania 9/Dosrog 6 1/2/
Pliszczak (?)Maddalena 40/Maria 14/Michele 2/Rosalia 8mesi/
Krutiak Stefano 45/Hapka 42/Michele 18/Andrea 15/Nicol0/ 13/Elia 10/Giustina 6 e 1/2/ Masimiliana 2/Malanka 19/
(Fl. 4)
Woloszyn Kosë 42/Malanka 33/Tecla 14/Nascza(?) 10/Giovanni 6 e 1/2/Nicolò 4/Kaszka 2 e ½
Kleiwicz Giuseppe 48/Anna 43/Giovanni 19/
Pzystupa (?)Basilio43/Phatina 42/Giustina 16/Marta 13/Alessandro 9/Lui 6/Fouka(?) 2/
Kowal Pietro 42/Anna 42/Giovanni 5/Filippina 18/
Somen (Semen(?) Nicolò 21/Alessandra 26/Andrea 2/
(Fl. 4v)
Czochor(?)Giovanni 37/Naszcka 34/Toszka(?)13/Elena 6/Eustachio 2/
Zuk Martino 46/Barbara 48/Giovanni 24//Hrynko 22/Francesco 20/Alessandra 18/Andrea 16/Wasyl 13/
Kulczycki Pietro 25/Anna 24/
Iwaszkow (?)Paolo 35 /Barbara 26/Antonio 9/Kosë 2/Anna 15/
Panahjba Wasyl 31/Otelia 29/
Petrysxyn (?)Stefano 36/Maria 35/Matrona 53/
(Fl. 5)
Muszynski Andrea 37/Anna 37/ Nicolò 13/Zaccaria 9/Daniela 7/Parascevia (?)2/
Kuzma Pietro 38/Marta 28/Giovanni 6 e 1/2//Panjko 2/Giovanni 15/
Wichtia Myron 26/Elena 28/Giovanni 1/Romano 24/Paolina 22/
Luschnik Pietro 46/Anna 47/Giuseppe 22/Giovanni 20/Maria 17/Margherita 14/Carlo 6 e 1/2/
Andzuzyszyn (?) Isidoro 26/Maria 24/Iulka 15/
(Fl. 5 v)
Marega Antonio23/Teresa 22/Giovanni 9/
Colautti Antonio 27/Luigia 26/Stefano 20/
Blason GBatta 37/Maria 38/Maria 10/
Paterno Angolo 42/Giovanni 12/Antonio 10/Caterina 30/Angolo 2/
Gregorat Luigi 26/Maria 21/
Aiza Domenico 54 /Teresa 53/Luigi 25/Lucia 13/GBatta 45/Scochi Angelo 28/Luigia 21
(Fl. 6)
Giacomo 26/Giacomo28/Giuseppe21/
Pizzignar (Pizzignac( ?)Giovanni 29/Anna 28/Antonia 7/Angelo 6/Giuseppe 4/Maria 2/
Bruncka (?) Francesco 31/Rosa 28/Anna 4 /
Mikulasch Francesco 49/Rodolfo 20/Leopoldo 18/Luigi 16 /
Kopec Danylo 51/Paranka 45/Giacomo 24/Giorgio 22/Hylko 18/
Kop Giuseppe 36/Elisabeta 33/Marco 31/Gasparo 29/
(Fl. 6V)
Skascdovnik (?)Raymondo 31/Giuliana 19/
Boigot (?)Francesco 46/Giovanni 24/Andrea 20/Giuseppe 13/
Tomanni Andrea 61/Lorenzo 32/Quirino 28 /
Tomanni Rocco 36/Amalia 22/Maria 1/
Carlini Emilio 25/Emilia 18/
Carlini Massimo 36/Angela 34/Maria 14/Quirino 12/Angelina 9/Rosa 7/Clementina 4/Orsola 2/Fortunata 1/
(Fl. 7)
Csser (?) Emanuele 54/Angela 50/Enrica 20/Fortunata 18/Alessio 17/Valentino 24/Seber(?)Daniele 28( masculino)/Libera 26/Egidio 7/Anna 3/
Bartoszko Pietro 40/Nastuniia (Nastussia(?)28/Andrea 20/Anna 22/Giovanni 15/Paolina 9/Giovanni 42/
Romanyszgn (?) Michele 45/Ruska 46/Giovanni 23/Massimiliano 21/Antonio 19/Andrea 17/Maria 16/Giovanni 42/
(Fl. 7v)
Kulczycki Giovanni 51/Anna 50/Antonio 26/Andrea 24/Maria 20/Wasyl 17/Nicolò 42/
Magsil (Alagsil?) Timoteo 40/Parasceavia(?)35/Basilio 12/Calczsna 7/Taziana 3/
Czajkososki Giovanni 46/Solomoa 43/Luigi 25/Erminio 22/Giovanni 16/Wasyl 13/Maria 10/Michele 9/Nastunia 4/Stefanis 1/Augusto 32/
Bassyj Pietro 32/Eudocca 34/Gregorio 7/ Daniele 5/Pietro 2/Basilio 10 mesi/ Catarina 14/
(Fl. 8)
Bossyj Elia 29/Maria 36/Anna 3/Basilio 1/
Procyk Romano 49/Parascavia 42/Matteo 19/Carlo 17/Anna 13/Maria 9/Elena1/
Bezruczka Andrea 40/Anna 38/
Magicrowski Paolo 38/Parascemia 36/Marta 10/Teodoro 5/Basilio 2/Pietra 32/
(Fl. 8v)
Dojko(?) Nicolò 29/Sofia 21/Giovanni 1/
Szpysk(?) Danilio 37/Maria 40/Giovanni 16/Catarina 12/Michele 10/Maleszka 9/Stefano 6/Demetrio (?) 10/12/
Fedak Giovanni 32/Maddalena 22/
Coso(Cojo?) Antonio 26/Phatina 25/Michele 2/
Cöp Gioachino 24/Taziana 28/Maria 8/Michele 6/Giovanni 1/
Nazarkiewicz(?) Wasyl 22/Maria 23/
(Fl. 9)
A bordo 16 Febbrayao 1895 - Il Commissario e Il Comandante del Piroscafo (P. Porcell) Assinaturas do Comissário e do Comandante

(Fl. 10) "Elenco dei passagieri diretti a Santos (teste 188)

(* )"Hospedaria de Immigrantes" 21/02/1895 / Panas Dora (F)Joan(CH)Paska (M) Petrona(F)Rinkã(F) Coval Anna(M) João (F) Pietro(ch) Felipe(F) Cusma Juan(F) João (F) Martha (M) Nicola Petrã(CH)Tanko (F)// Marega Antonio(CH) Grovenio(irmão) Theresa (M)//Fedak Jan(CH) Magda (M)
LISTA DOS IMIGRANTES ITALIANOS

Observação; logo após a idade foi transcrita a profissão especificada no documento.
Dos demais a profissão era "contadino".
(Fl. 11)
Agostini Cio(?) 18,operaio/
Bernardi Luigi 39,villico/
Bansi Giovanni 26,villico/
Bertoletti Francesco 17,villico/
Bonfà Angelo 24,villico/
Bernardi Pietro 31,villico/
Cogo Federico 33,cuoco (cozinheiro),
Colombini Luigi 23/
Colombini Alberto 32/
Carraro Eugenio 21/
Campele Teodoro 29(riscado)
Combi Giovanni 25, fabbro/
Carraro Antonio 33/
Della Santino Selvio;17/
De Lucakz(?) Pio 24/
Della Marchina Sebastiano 32,bracciante/
Di Pietro Filippo 36,agricoltore,/moglie Maria 36/
Della Betta Bonifacio 22/
Gergoletti Antonio 40, interprete,austríaco,moglie Maria,26/
Gallo Giovanni 39/
Ghirardi Pan...(?) 21/
Guaggia Piovanni 21/
Gallarotti Gaetano 33, lattersiene/
Ganzerla Girolamo 50,villico,/
Giassi(Giani?)Enrico 22,villico/
Giachelin Giacomo 25,villico/
Gaio Natale 24 ,villico/
Marzscato(?) Alfonso 25,villico/
(Fl. 11 V)
Micheloni GBatta 20/
Ortolani Cesare 26,operaio/
Pagliaro Nblesse(Alisse?)20,/
Pallavicini Pier Angelo(?) 22,telegrafista,/
Pasquinelli(?)Alfredo 17,agricultore/
Rampini Domenico 40,bracciante/
Schiavoni Vittorio27,bracciante/
Schlosser,Augusto,34,scrivano/
Tarelli Ettore 24, bracciante/
Tramonti Domenico 32/fornaciaro/moglie Anna 29,casalinga/
Tacchi Carlo 16,possidente/
Toscana Bartolomeo 30/
Di Iorio Antonio 23/
Zumarato Antonio 48/
Zanetti Camillo 29
Zannoni Giovanni 35,industriante/
Astorino Francesco 22/
Albini Lorenzo 41/
Bonchi Vito 52/
Broccoli Domenico 32/
Bellisario Francesco 44/
Berardinelli Giuseppe 42/
Civitarese Alessandro 23/fratello Vito 20/
Cesarini Antonio 29/
Coccia Carmine42/
Scimine(?)Francesco(?)21/moglie Sanseverina 23/figlio di menore- 9 meses/

(Fl. 12)
Cristofaro Pietro 27/
Casaburi Mariantonio43/figli Iosegiulerno(?) 13/Andrea 1/Raffaele 9/
Cicchese Antonio 46/
Ciolfi Michele 44/
Caiazzo Francesco 22/
Ciarlo Filippo 32/
Cichelli Michele 39/
Carrozza Angelo 39/Matteo 36/
Desantis Francesco 29/moglie Francesca 21/
Di Fresco Florindo 27/Giuseppe 27/ Antonio 27/
Di Alfonso Antonio 45/
Di Gioia Francesco(?) 34/
Di Paolo Giuseppe 47/
Di Rado Nicola 25/
D'Andrea Michelangelo 51/
Di Santo Camillo 29/Antonio 26/Nicola 29/Giuseppe 42/ figlioVicenzo 8/
figlialtra Genovese(?)Pietro 13/
Di Toro Ismaele 29/
D'Alfonso Epifania 22/

(Fl. 12v)
De Virgilis Donato 58/
Dragani Donato 22/
Di Francesco Nicola 26/
Di Alessandro Benadetto 35/
Drago Ercole 35,orologiaio/
Di Vitis Pietrantonio 33/
Di Ienno (?)Salvatore 26/minorenne
D'Angelo Nicola 17/
Della Penna(?) Carmine 15/
Di Marco Alfonso 52/
Del Pizzo Antonio 35/minorenne
Pellegrino Carmine 16/
D'Achille Adamo 50/ figlio Flaviano 17/Giustino 12/
D'Innocenzo Antonio 51 figlio Pietro 23/Nicolà(15) minorenne Sposito(15)/
Del Pizzo Giovanni 51/figlio Domenico 12/Antonio 40/
Di Menna Antonio 24/
De Cesare Antonio 25/Mannco(?)17/
Donato Vincenzo 64/
De Santis Vincenzo 7/
Di Prizio Giacomo 29/
Di Rocco Nunziato 34/
Fallone Rafaelle 43/(Fl 13)Biagio 33/
Finizio Vincenzo 46/
Falcone Carmine 22/
Fadanza Salvatore 23/
Giegliette Giuseppe 43/
Guerrera Orazio(?) 29/
Finamore Giovanni 40/minirenne
D'Aebillo Casmi(?)18/
Lioce Michele 31/
Lorefice(?) Domenico(?)54/
La Tito (?) Tommaso 28/
Messore Carmine 24/
Mastradomenica Are(ang...(?)32 (sexo feminino)/figli: Concetta 12/Mariantonia 1/Alfonsina 5/Angelina 3/Luigi 1/
Mattiolli Antonio 46/
Micaletti Camillo 56/
Mammarella Domenico 26/
Manzoni Camillo 26/
Carozza Antonio 34/
Martelli Emilio 32/
Morelli Nicola 21/
Nardone Michele 22/Pasquale 43/
Odorisio Pietro 26/Enrico 28/Carminantonio 31/ minorenne Odorisio Beniamino16/

(Fl.13v)
Puglieli Luigi 36/moglie
Di...Giulia 29/figlio Alfredo 4/
Pomeca Giovanni Antonio 55/
Paolecchia Nicolò 29/
Pilla Francesco 45/ minorenne Pettro Lorenzo 16/
Palmieri GBatta 44/
Porreca Domenico 29,musicante/Antonio 30/
Palazzo Rosa 50/
Pizzi GBatta 44/
Perciasepe Francesco 44/
Racchi Salvatore 21/ Donato 31/
Ronsini Michelangelo 62/figlio Giacobbe 14/Antonio 24,sacerdote/
Ruggiero Giuseppe 42/
Scaravaglione Carmine 22/moglie R...Carmine 24/
Santangelo Giuseppe 21/ Francesco 59/
Sccoi (Scioi..?) Angelo 24/
Ti..(?) Nicola 24/ Domenica 39/
Ver (i)? Angelo 12/
D'Alessandro(?) ..18/
Ruggero...(?)/

(Fl. 14)
Spinato Donato 51/moglie Iosefa 45/figlia Carlotta 19/Amalia 15/Carlo 23/
Ceccotti Natalle 73/moglie Caterina 6o/ figlio Gio Batta 25/Luigi 32/nuora Anna 21/nipote(neta) Carminia.2/
Cappelina Marco(?)22/ Giudita/
Titot Giovanni (64?) moglie Maria (?) 42/figlioGiovanni 9/Disolina 6/Germanno(?) 6/
Mason Leonardo 44/moglie Luigia 16/figlia Vero...16/Antonio 13/Agostino 12/
Dal-Tizzo(Pizzo?) Giacomino 41/figlio Angelo 18/Yacinto 13/
Maculan Adolfo 47/moglie Amabile(46) 46/figlio Angelino 17/Veraminnia..(?)15/ figlia Iosea(?)11/Fortunati 9/Luisino (?) 7/

(Fl. 14 V)
Maculan Massimiliano 32/moglie Elisabeta 28/figlio Antonio 5/Ettore 4/Gsio(?) 10 e 6 mesi/
Perrot Osorio 43/moglie Iosefa 40/figlio Pietro 16/Deusia (?)/Santé 15/Roza 11/Beatrice 6/ Luigia 4/Giuseppe 2 e 6 mesi/suocero(sogro) Angelo 65/ suocera (sogra)Maria ¨66/
Glaino Calistino(?)31/moglie Angela 28/figlio Ermenegildo(?) 7/Oliva 3(morta il 10 febbraio 95)/Giuseppe 4 e 6 mesi/
Sansonato Giuseppe 43/moglie Angela 40/figli :Giovanna 16/Vincenzo 14/Germanno11/Angela 9/Maria 5/Luigi 3/Francesco 2/Elizabetta 3/

(Fl. 15)
Dal Sasso Carlo 25/
Striches Carlo 14/
Fessari (Tessasi ou Tessari?) GBatta 28/moglie Domenica 19/
Pardon Giovanni 15/fratello (irmão) Pietro 14/
De-Osti Regina 30/figlia Maddalena 5/ Maria 3/
Anzanello Giuseppe 26/moglie Anna 20/
Gastaldi Davide 47/moglie Antonia 96(?)
Farina Massimigliano(?) 36/moglie Clementina 32/
Cavazzano Stefano 36/moglie Adele 34(?)/ figlia Demetria 10/Giuditta 9/Giuseppe 5/Giovanni 3/Luigi 1/
Montanari Carlo 29/moglie Virginnia 28/Alci..(?)6/
Scardellaro Pietro(?) 26/

(Fl. 15 V)
Guizzini Gandoffo(?)53/moglie Annunziatta 51/Laura(?)19//Alessandro(?) 9/Giovanni 17/Alberto 43(?)
Lucckesi Giuseffe(?) 29/moglie Antonnietta 36/ figlio Angelo 2/
Innocenti Egidio(51) moglie Palmira(?) 40/figlio Goffredo 17/
Bezzan Antonio 54/moglie Giuseffina 50/figlio Andrea(?)17/ Giovanni Maria(?) 14/Annibale 7/Felice 22/
Del Vecchio Antonio 32/moglie Luigia 28/figlio Ermenegidio 5/Caterina 4/
Mian Sebasttiano 42/moglie Maria 42/figlia Maria 14/Alessandro(?) 7/
Innocente Pilade 31/ Rozalia 27/Emma 8/ Giulio 2/

(Fl. 16)
Molinari Giuseffe 49/moglie Maria 42/figlio Ermenegidio 16/Angelina 13/Giuseffe 11/Roza 8/Luigi 1/Caterina 6/cognato(cunhado) Luigi 26/
Flacci (Ilacci?) Pietro 42/moglie Antonia 41/figlio Angelo19/Giuseffe 16/Giovanni 19/Maria 10/
Spada Giovanni 49/Maria 35/figlia Elena 12/Vittorio 4/Inez 1 e 2 mesi/ /
Paganucci (Taganucci?) Agellino(?)42/figlio Nicola(?)..15/
Catelli Narcizo 23/moglie Palmerina(?) 18/fratello Aldino(?) 18/
Galli Giorgio 64/ Amadeo 21/Adolfo 22/Giorgio Emiliano(?)28/

(FL. 16 V)
Martinelli Alonso(?) 25/Argine 20/
Del -Papa Eugenio 28/moglie Margherita 26/ figlio Carlo 8/fratello Francesco 29/
Ramacciotti Rafaele(?)29/moglie Edda(?)...42/
Soderi Aurelio(?) 19/moglieOrlanda 19/
Maschi Isidoro(?) 33/moglie Luigia 30/figlia Celedde(?) 7/Maria 4/(?)...2/madre Giovanna 66/
Leardi Giuseffe 32/moglie ...21/figlia Angenela (?)5/Cristina 3/Luigia 1/
Castagna Amatteo 58. /moglie Padqua (?) 39/figlio Giulio 16/Albina 13/Adele 9/.Francesco 4/
Giannini Narcizo (?)43/moglie .Canitia 32/figlia Barbara 12/figlia Filomena 6/

(Fl. 17)
Salfati Arturo28/moglie Daria (?) 19/cognato Luigi 30/
Manfredini Pietro 40/moglie Maria 28/figlio Lorenzo 6/Anna 8/
Roman Luigi 65/moglie Giovanna 52/figlio Giuseffe 26/Gio Batta.21/Maria 10/
Battistella Domenico 70/moglie Maria 66/figlio Andrea 39/ Anna 26/
Ongaro nuora...35/nipote (neta) Giovanna 3/Roza 1/
Visentin Luigi 22/moglie Assunta(?) 18/sorella (irmã) Antonia 18/ Luigia 16/
Vercelli Adamo 60/nuora Ammellia 29/ figlio Adamo 3 e 6 mesi/
Marcon Luigi 34/moglie Antonia 32/figlio Antonio 6/ Maria 4/Roza 1/cognato Luigi 28/

(Fl. 17V)
Saroglia Domenico 33/ moglie Adelaide 34/figlia Giuseffina 11/Giovanni 28/ moglieTereza (?) 23/
Bilot Angelo 36/moglie Maria 31/Engelberto 1/Maria 21/
Cirelli Luigi 39/moglie Regina 36/madre Clara 64/fratello Pietro 26/figlia Tereza 8/Sante 3/Virginia 1/
Duca Egidio 23/moglie Albina /
Cirelli(?) Giovanni 32/moglie Santa 31/figlio Gio Batta 5/
Guido 2/
Beltrame Giovanni 43/moglie Santa 37/figlio Francesco 9/
Fomis (Comis?) Matteo 28/ moglie Virginia 23/figlio Giovanni1/

(Fl. 18)
Berzano Carlo 52/moglie Tereza 50/figlio Pietro 17/Tereza 10/Vincenza 7/nipote Paolo 10/
Chinello Vespaziano 42/moglie Santa /figlia Appolonia 16/Clementina 12/Olivo 10/Maria 6/Regina 2/Orosório(?) 2 e 6 mesi/Giustina 1/
Busil Giorgio 27/moglie Tereza 19/
Ricler(Ricles ?) Enrico 22/moglie Maria 22/
Baliano Ferdinando 36/moglie Tereza 39/
Ceciliato Domenico 33/Padania(?)..29/figlia Emilia 4/Umberto 5/...2/sogro ...58/sogra Maria 51/Umberto 5/ cognata Florinda 42/

(Fl. 18)
Bassi Angelo 24/ moglie Marietta 24/figlio Bruno 4/ figlia Severina 6 mesi/
Vecchiati Primo 28/moglie Maria 22/
Zampalini Filippo 30/moglie Roza 27/figli: Natalina 5/Efio (Esio?)2/Luigia 6 e 6 mesi/madre Maria 70/
Benetti Pasquale 40/moglie Kena(?)27/madre Afontina (?) convivente Arturo 16/
Panigada Hermirio(? )37/moglie Carolina(?) 39/Iosefina 15/Egisto(?)11/Giovanna 8/Giuseppe 6/Romilda 4/...9/
Franceschetti Giacomo 68/moglie Eugenia(?)39/figlia Germana 9/figli Rodolfo 6/
Moretti Luigi 30/ moglie Giovanna 29/figlia Dosolina(?)3 e 6mesi/

(Fl. 19)
Lodi Giuseppe 93(?)Eosefa(?)49/figlia Silla 24/
Nosella Geovanni(?) 30figlio Arturo 9/Raimundo 5/ Guglielmo1/

(Fl. 20)
De Felice Vincenzo 16/
Perugine Simone 12/ Seduttpietro..13(riscado)
Rubo Domenico 15/
Bertolini Giovanni 66/
Pizzichilo Antonio 42/
Gentile Antonio 34/
D'Izbano ( ?)Salvatore 19/

(*) Hospedaria de Immigrantes - 20/02/1895: Maschi Celeste(F) Ezidoro(ch) Giovane(mãe) Luiza (M) Maria(F) Rosa(F)//Castagna Pasqua(M) Julio(F) Albino(F) Adeus(F) Francisco(F) Amadeo (CH) Saroglia Giovanni(CH) Thereza(M) Saroglia Aveloriche(M) Domenico(CH) Giuseppe(F) Del Papa Dauzano(CH) Margarita (M)



EXERCÍCIO:

Considerando a influência destes novos grupos étnicos na formação do povo brasileiro, proponho a seguinte tarefa:

Apresente uma lista de vinte nomes ou sobrenomes de cada nacionalidade abaixo:

Italianos:

Espanhois

Alemães:

Japoneses:

Sírio-Libaneses:

REDUÇÃO DA POPULAÇÃO INDÍGENA

Nas minhas aulas de História na Escola de Ensino Fundamental, eu falo para os meus alunos que os netos deles provavelmente não verão mais do que quatro ou cinco tribos ainda em atividade no Brasil. A população indígena foi reduzida a quase nada, os que não morreram, se aculturaram a nova sociedade. (Por: Valdemir Mota de Menezes, o Escriba)

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REDUÇÃO DA POPULAÇÃO INDÍGENA
UNIMES
As conseqüências para este povos submetidos devem ser denunciadas
sempre que se falar em conquista e expansão européias. O que houve com
as populações nativas na América?

Em primeiro lugar, houve uma rápida redução da população tanto pela violência militar empreendida pelos conquistadores quanto pela econômica
e cultural. Além disso, os europeus trouxeram para o território americano
doenças inexistentes no continente, provocando a morte de muitos nativos
por falta de defesas ou remédios contra elas..

A escravização dos nativos foi outro fato de dizimação das populações
nativas; ela ocorreu em grandes proporções na América espanhola — especialmente
no trabalho das minas — mas ocorreu também no território
da América portuguesa.

Finalmente, outro fator de redução da população foi a guerra entre populações
hostis, incitadas pelos europeus, como estratégia de dominação.


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A Realidade dos Povos Indígenas no Brasil


53 - Atualmente, têm-se conhecimento da existência de povos indígenas, com suas respectivas terras tradicionais, demarcadas ou não, vivendo em 24 unidades da federação. Estima-se que a população indígena total seja de 550.438 pessoas, pertencentes a 225 povos, falando cerca de 180 línguas diferentes. Desta população, cerca de 358.310[1] vivem em seus territórios, outros 191.228[2] migraram para centros urbanos e há uma estimativa de 900[3] índios que são pertencentes a povos não contactados.

54 - O significativo aumento da população indígena, comparado a dados da década de 70, se deve a três fatores em especial: ao crescimento real da população de muitas aldeias; ao fato de muitas comunidades terem voltado a revelar a identidade cultural, antes ocultada, e à atualização dos dados do Censo oficial, em 1999, considerando também os índios que vivem nos centros urbanos.

55 - Há dois segmentos da população indígena para os quais há ausência total de política de atendimento por parte do governo: são os índios que vivem nas cidades e os povos considerados “ressurgidos ou emergentes”.

56 - As famílias indígenas que vivem em centros urbanos, em sua grande maioria, foram forçadas a migrar. Elas geralmente não deixam suas terras por opção, mas para tentar encontrar condições melhores de vida. Suas histórias são marcadas pela violência, fogem das ameaças constantes, da escassez intensa ou do preconceito. A migração não ocorre apenas em direção às cidades. Em várias regiões encontram-se grupos familiares dispersos, que nas migrações vão se afastando, tanto de suas terras tradicionais quanto de outros membros de seu povo. Podemos citar o exemplo do povo Atikum, que embora seu território tradicional se localize na Região Nordeste, no Estado de Pernambuco, encontra-se hoje distribuído entre os Rstados do Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia.

57 - Outro segmento da população indígena, desassistido pelo governo brasileiro, são os povos ressurgidos. São povos que foram forçados a manter no anonimato as suas identidades étnicas e culturais durante anos e até séculos, em conseqüência de violentos processos de perseguição e de discriminação. A conjuntura dos últimos anos tem possibilitado que estes povos reassumam suas identidades e reivindiquem a devolução de seus territórios tradicionais, cabendo ao Estado Brasileiro demarcá-los, conforme determina a Constituição Federal. Nos encontros, assembléias e momentos coletivos, os povos indígenas têm alertado para a necessidade de se assegurar aos índios que vivem nas cidades e aos povos ressurgidos os mesmos direitos consagrados na Constituição.


Muitas faces da violência
58 - “Achamos aqui assados vivos a homens racionais: crianças, mulheres e varões. É costume comum desses homicidas [os paulistas] que quando vão embora apressados queimem os enfermos, os velhos e os impedidos de caminhar”. (Ruiz de Montoya, missionário jesuíta, 1639, sobre as barbaridades cometidas pelos paulistas à redução jesuítica de Sant’Ana, no Paraguai).

59 - Não há dúvidas de que, a partir da chegada dos europeus, os povos indígenas passaram a conviver com os mais variados tipos de violência. Componente intrínseco ao regime imposto pela colonização portuguesa, a prática da violência acontecia, sobretudo, no trato com os escravos. Era também a estratégia mais comum na disputa pela terra e ampliação das fronteiras do território colonial. Passados quinhentos anos, a violência continua em pauta, na política indigenista atual. É uma violência estrutural, estrategicamente incorporada aos processos genocidas que se revelam hoje nas invasões de terra, aliciamento, repressão cultural e religiosa, roubos, fome, alcoolismo, prostituição, esterilização de mulheres, discriminação e etc.

60 - Desde a década de 80, o Cimi vem publicando relatórios da violência contra os povos indígenas. Estes constituem-se num verdadeiro retrato sem retoques da dura situação vivenciada pelos índios no Brasil. Observando estes relatórios, verifica-se, na segunda metade da década de 90, um aumento considerável da violência praticada contra os povos indígenas.

61 - Um dado assustador é o crescimento do número de assassinatos, associados, em grande parte, à luta pela terra. No período compreendido entre 1995-1998, foram 46 índios assassinados.[4] Também houve um acentuado aumento das violências cometidas pelo Poder Público (funcionários públicos civis e militares, Poder Executivo das esferas municipal, estadual e federal). Em 1996 houve um aumento de cerca de 92% em relação a 1995. O levantamento registrou 138.722 ocorrências, com um total de 10.385 vítimas. O mais grave é que, entre os praticantes de delitos, encontram-se até funcionários da Funai, órgão destinado a defender os interesses indígenas.

62 - Uma das principais causas da violência contra os índios é a cobiça de suas terras. Pode-se afirmar que 85% das terras indígenas (incluindo-se as demarcadas) são objeto dos mais diversos tipos de invasão, tais como a presença de posseiros, garimpeiros, madeireiros, projetos de colonização, abertura de estradas, hidrelétricas, linhas de transmissão, hidrovias, ferrovias, gasodutos, oleodutos, minerodutos, criação de unidades de conservação ambiental e etc.

63 - As reivindicações dos povos indígenas são justas, pois se fundamentam nos direitos que possuem, como pessoas, como cidadãos e como povos diferenciados. Para a superação da violência, eles exigem a garantia da terra, da dignidade, da justiça e de um atendimento respeitoso e adequado. Nos caminhos traçados em suas lutas, os índios questionam não apenas a política indigenista, mas a base de toda a política que coloca em segundo plano o bem estar da pessoa humana. Suas lutas questionam a concentração da terra em grandes latifúndios, a privatização dos bens, recursos e conhecimentos produzidos socialmente. Estas são também as reivindicações de todos aqueles que lutam para construir uma sociedade mais humana e igualitária, de todos os que cultivam a utopia da transformação ampla da sociedade.

64 - Neste sentido, é fundamental conhecermos e refletirmos sobre o significado da terra, da convivência, do meio ambiente, da saúde, da educação para os povos indígenas e quais os caminhos apontados por eles na construção de um país melhor. Compreendendo a realidade indígena e os caminhos de luta construídos coletivamente por estes povos, podemos vislumbrar, não apenas as formas possíveis de solidariedade com eles, mas as diversas maneiras de viver, de lutar, de acreditar e de forjar o amanhã, úteis também para a transformação de nossa própria realidade.



A Terra e seu significado para os povos indígenas
65 - Os povos indígenas mantêm uma relação muito especial com a terra. Para ocupá-la, não distribuem títulos ou lotes particulares, ocupam-na de forma coletiva. A terra é posse de todo o povo. Uma das mais expressivas vitórias na história recente dos índios no Brasil foi a conquista de um capítulo especial na Constituição Brasileira. O artigo 231, referente aos direitos indígenas, reconhece a posse coletiva das terras, o significado do território para as culturas dos povos. Afirma serem elas “inalienáveis e indisponíveis”, ou seja, não podem ser vendidas, não estão a serviço do mercado, mas sim do usufruto exclusivo dos índios.

66 - A terra para o índio “é seu chão cultural, habitada por suas tradições, referência básica dos seus valores vitais, prenhe de mitos, campo de sua história”[5] O relacionamento dos índios com sua terra assemelha-se ao modo como o povo hebreu concebia a terra prometida. Para eles, a Palestina não era igual às outras terras, porque era a terra da Promessa. Fora daquela terra era impossível celebrar a liturgia, as festas e até mesmo cantar um dos cânticos de Sião (2 Rs 5, 17). Da mesma maneira, os povos indígenas têm seus lugares sagrados, espaços de seus rituais, de manifestação de suas crenças e da força de seus ancestrais. A terra é o chão de sua história, de sua cultura, de sua coesão, de sua sobrevivência.

67 - Trechos da carta escrita em 1855 pelo Cacique Seathe, do povo Duwamish, ao presidente dos Estados Unidos, podem ajudar-nos a compreender melhor esta questão. Esta carta foi escrita depois que o governo americano propôs a compra do território daquele povo:

“Como se pode comprar o céu, o calor da terra?

Tal idéia nos é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água. Como podes então comprá-los de nós?...

Toda esta terra é sagrada para meu povo.

Cada folha reluzente, todas as praias arenosas, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro porque ele é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo aquilo quanto necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga e, depois de sugá-la, ele vai embora...

Sua ganância empobrecerá a terra e vai deixar atrás de si os desertos.

Uma coisa sabemos que o homem branco talvez venha um dia a descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus.

Julgas talvez que O podes possuir da mesma maneira como desejas possuir nossa terra. Mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira. E quer bem igualmente ao índio como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo seu Criador...

Nós amamos a terra como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe...O nosso Deus é o mesmo Deus e esta terra é querida por Ele”.


Conquistar a terra, garantir a vida


“Eu sirvo até de adubo para minha terra,

mas dela eu não saio”.

(Samado, líder Pataxó Hã-Hã-Hãe, +09/09/1998)


fonte:
http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/indios/cf_2002.html

XAVANTES

Xavantes Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa Nota: Para outros significados, veja Xavantes (desambiguação).

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Xavante





População total

9.600



Regiões com população significativa

Mato Grosso

Línguas

xavante (aquém)

Religiões





Os xavante são um grupo indígena que habita o leste do estado brasileiro do Mato Grosso, mais precisamente nas reservas indígenas de Areões, Marechal Rondon, Parabubure, Pimentel Barbosa, São Marcos, Áreas Indígenas Areões I, Areões II, Maraiwatsede, Sangradouro/Volta Grande, Terras Indígenas Chão Preto, Ubawawe, bem como o Noroeste de Goiás, nas Colônias Indígenas Carretão I e Carretão II.



Atualmente, sua população é composta de 10 mil pessoas[1] e está crescendo. Sua língua é o aquem do tronco linguístico macro-jê e tinham como atividade predominante, até a segunda metade do século XX, a caça, a pesca e a coleta de frutos e palmeiras.



Se autodenominam A'wê Uptabi, que quer dizer "gente verdadeira".[2] Pintam-se com jenipapo, carvão e urucum, tiram as sobrancelhas e os cílios, usam cordinhas nos pulsos e pernas e a gravata cerimonial de algodão. O corte de cabelo e os adornos e pinturas são marcadores de diferença dos xavante em relação aos outros, transmitida através dos cantos pelos ancestrais e partilhados com todo o povo da aldeia.



Índice [esconder]

1 História

2 Distribuição

3 Tradições e rituais

4 Referências

5 Ver também





[editar] HistóriaHouve tentativas de integração com a sociedade nacional em meados do século XIX, mas optaram por distanciar-se, migrando entre 1830 e 1860 em direção ao atual estado do Mato Grosso, onde viveram sem serem intensivamente assediados até a década de 1930.



Na década de 1990, os xavante tiveram várias experiências novas com os "estrangeiros", como um intercâmbio realizado com a Alemanha, a implementação de um projeto de educação bilíngue e uma parceria musical com a banda de rock Sepultura em seu álbum Roots.



[editar] DistribuiçãoA região onde vivem hoje tem grande rede hidrográfica formada pelas bacias dos afluentes dos rios Kuluene e Xingu e das Mortes e Araguaia. É dessa região de floresta tropical, mato e savana, com árvores baixas e altas, que os índios retiram o alimento e os materiais para seus artesanatos, armas, instrumentos musicais e as ocas, dispostas em forma circular. Ali também buscam caças, frutos, palmeiras e pescados.



Devido à atual ocupação da região pelas culturas da soja e do gado, bem como outras monoculturas agrícolas, o uso de pesticidas e a diminuição das matas, seu modo de vida ligado à caça e à coleta tem mudado bastante. Muitas vezes a "caça" e a "coleta" são deslocadas da mata para as cidades vizinhas, aonde vão adquirir alimento e coisas dos "estrangeiros".



Na literatura antropológica, os xavante são conhecidos principalmente por sua organização social de tipo dualista, ou seja, trata-se de uma sociedade em que a vida e o pensamento de seus membros estão constantemente permeados por um princípio dual, que organiza sua percepção do mundo, da natureza, da sociedade e do próprio cosmos como estando permanentemente divididos em metades opostas e complementares.



[editar] Tradições e rituaisSua tradição tem uma maneira própria de ser transmitida e transformada, através de relatos, rituais e ensinamentos. A escrita é uma necessidade para qual o povo Xavante se adaptou, com o intuito de reivindicar seu espaço na sociedade nacional e internacional.



Os xavante têm uma organização supostamente dualista e essa percepção da vida como um todo divide tudo permanentemente em metades opostas e complementares, mas há outras formas de divisão coletiva e organização das relações como em trios ou quartetos. Esta é a chave da cultura dos xavante.



Entre suas práticas esportivas estão a "corrida de tora de buriti", denominada de uiwede, uma corrida de revezamento em que duas equipes de gerações diferentes correm cerca de 8 km, passando um tora de palmeira de buriti de cerca de 80 kg de um ombro para o outro até chegarem ao pátio da aldeia.



Desde pequenos os meninos formam grupos de idade semelhante. Quando chega o tempo certo, os mais velhos decidem a entrada no Hö (casa tradicional, especialmente construída numa das extremidades do semicírculo da aldeia, para a reclusão dos wapté durante o período de iniciação para a fase adulta), onde os meninos vão viver reclusos, por cinco anos, até o momento de casar com uma moça escolhida para ele. Antes dos meninos entrarem para o Hö, acontece a cerimônia do Oi'o, em que os meninos demonstram sua coragem, seus medos, sua fraquezas através da luta entre eles.



O ritual de furo de orelha acontece na passagem da adolescência para a vida adulta. Todo menino Xavante, de 10 a 18 anos, passa por um período de reclusão de cinco anos na casa dos solteiros, onde o jovem permanece sem contato com a tribo. Nesse período o jovem fica todo o tempo em uma casa, chamada Hö, onde tem contato apenas com os padrinhos. Ele só deixa a casa para rituais e para atividades fora da aldeia, como caça e pesca.



Após os cinco anos acontece na aldeia uma festa, chamada Danhono, onde a orelha dos jovens é furada com um osso de onça parda. Após o ritual os jovens passam a ser considerados adultos e voltam ao convívio social com a tribo.



Para os xavante, não existe contradição entre absorver elementos "estrangeiros" (como roupas, relógio, comida) e manter viva sua tradição.



Referências1.↑ SIL International. xavante. Visitado em 24 de maio de 2009.

2.↑ OLIVEIRA, Alexandra S.; CHAN, Fernanda Lopes; DECOENE, Yúlica O. Xavante: nossa história. Visitado em 24 de maio de 2009.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

MIGRAÇÃO

Nos dois videos abaixo o escriba Valdemir Mota de Menezes dá um discurso sobre o problema da migração mundial e que os cristão devem ser hospedeiros dos estrangeiros, recebendo-os bem em sua terra. Afinal, todos somos peregrinos no mundo.


PARTE 1




PARTE 2

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O CRISÂNTEMO E A ESPADA

O escriba Valdemir Mota de Menezes leu esta apresentação do livro "O crisântemo e a espada" no seu curso de Licenciatura em História, na plataforma do curso da Universidade Metropolitana de Santos.


Ruth Benedict (1887-1948), escreveu um clássico para a etnologia: O crisântemo e a espada (1946). Neste trabalho procurou revelar o caráter nacional do Japão. Não podemos esquecer de que os EUA acabavam de derrotar o Japão na II Guerra Mundial e de que enfrentavam sérias dificuldades na administração do país e em compreender a sua cultura.
Embora jamais tenha visitado pessoalmente o Japão, ela
utilizou textos que retratavam a vida japonesa e entrevistas
com imigrantes. Este trabalho se tornou modelo para estudos
de culturas nacionais centradas no ethos ou padrão moral característico,
tons estéticos e emocionais específicos.